Thursday, May 3, 2012

Argila

 ARGILA




A Terra recebe a luz do Sol que aquece o gelo transformando-o em água que, distribuindo-se de diversas maneiras pelo solo, leva os princípios vitais, o agente mais poderoso de regeneração física por todo o planeta.


Os egípcios utilizavam a terra – argila - na mumificação de corpos e conheciam seus princípios purificadores. Os antigos escritos anteriores a era cristã mencionam o uso da terra de “Lemnos” para fins de cura de doenças. O naturalista romano Plínio, o Antigo, consagrava-lhe um capítulo da sua “História Natural”.

Outros povos antigos, como os gregos Dioscoride e Galieno, árabe Avicena, teriam feito referências ao uso da argila atribuindo-lhe uma força curadora extraordinária. Isso não quer dizer que eles desconheciam outros medicamentos, pelo contrário, a medicina natural sempre foi e ainda é utilizada por povos de culturas muito antigas, tais como os hindus, chineses, nórdicos, e povos indígenas das Américas.

Na era moderna os grandes naturalistas alemães Kneipp, Kuhn, Just, Felke, dentre outros, foram os que mais contribuíram para o renascimento do emprego da argila no contexto dos tratamentos naturais, e Mahatma Gandhi foi sempre um fiel adepto do uso da medicina natural, chamada na Índia como Medicina Ayurvédica.

Na Suíça e na Alemanha os médicos recomendavam, em Davos, importante centro de tisiologia no início do Século IXX, o uso da argila em doentes acometidos por tuberculose. O tórax era totalmente revestido com uma massa de argila bem quente e deixava-se esse cataplasma permanecer por toda a noite. Esse tratamento resultava em curas miraculoras.
 O Padre Kneipp transmitiu a indicação de cataplasmas de argila com vinagre para tratamento nas aldeias, a outro naturalista, o antigo livreiro Adolfo Just, que difundiu seu uso em grande escala, e a “terra de Just”, chamada “Luvos" - silicato de alumínio,caulino coloidal, baús, etc. – tornou-se rapidamente conhecida. O médico berlinense Prof. Julius Stumft empregou-a com êxito contra a cólera asiática.

O uso da argila também foi muito utilizado durante a 1ª Guerra Mundial. Os soldados russos recebiam 200gr de argila do comando militar.

Em alguns regimentos franceses a mostarda era associada à argila, eliminando totalmente a desinteria que destroçava outros regimentos vizinhos. A argila também era usada na cavalaria para uso veterinário para tratamento de gangrena nos cascos dos cavalos. Os animais também, por instinto, dirigiam-se para a lama de argila para encontrar alívio em seus ferimentos.

A utilização da argila como cura em certas regiões da França era chamada de “Lama dos Cuteleiros”. Sua aplicação era muito usada como resolutivo e contra queimadura do primeiro ao terceiro grau.

Muitas vezes foram descobertas terras radioativas por se observar animais utilizando a lama desses lugares em caso de necessidade. Na floresta siberiana de Ourrouri existe uma importante estação balneária cujas propriedades curativas da terra foram descobertas como resultado de observações feitas sobre animais feridos, tais como: javalis, cabritos, veados, dentre outros, que mergulhavam freqüentemente na lama desse local.

Conta-se a estória de um elefante chamado pelo nome de Fil que, com seus congêneres se purgavam com lama de sílico-magnesianas.

Os povos chamados “primitivos” ainda vivem em estreito contato com a natureza e o uso da argila algumas vezes é usado como moeda corrente. Existem povos geófagos no México, Nas Índias, no Sudão e na América do Sul, principalmente nas populações do alto Orenoco, do Cassiquare, da Meta e do Rio Negro e Solimões. Alguns deles amassam bolinhos redondos e chatos e os secam e cozinham e comem.

Algumas argilas de Sumatra servem de remédio contra diarréias graves, enquanto em Java se utiliza como purgativo. Nas Filipinas usa-se para todas as infecções intestinais. No Sudão julgam-na mais eficaz contra a sífilis.

As mulheres grávidas sentem desejo de rolar na lama e algumas até comem pedaços de artefatos feitos de barro, mesmo nas cidades, como instinto natural.

USO INTERNO

 Para evitar pequenos incidentes que por ventura venham a surgir no começo do uso da argila, é preferível beber, a princípio, água argilosa, deixando o depósito no fundo do copo.Para isso, deve-se usar uma argila estéril e virgem, de boa procedência, coloca-se uma colher num copo d’água mistura-se e espera-se a argila assentar no fundo do copo.

Tudo o que é doentio, portanto emissor de radiações vegetativas, é atraído para a argila, irradiando para o pólo positivo. Depois a eliminação é rápida, a menos que a importância dos resíduos assim drenados para os intestinos ocasionem alguma perturbação, tornando-se necessária a intervenção o mais rapidamente possível por uma medicação laxativa indicada por um médico.

Uma das particularidades da argila reside no domínio psico-químico. Do ponto de vista termodinâmico, admite-se que não constitui a única fonte de energia dos fenômenos que desencadeia. Mais do que pelas substâncias que encerra, a argila age pela sua presença viva, vinda diretamente da natureza.

Existem substâncias que não se destroem ou agridem; são as diástases ou enzimas de que a argila deve ser excepcionalmente rica. Algumas dessas diástases, as oxydases, têm o poder de fixar o oxigênio livre, o que explicaria a ação purificadora e enriquecedora da argila sobre o organismo. O conhecimento dessas propriedades seria, contudo, insuficiente para a explicação do poder de ação da argila se não soubéssemos ainda que é um poderoso agente de estimulação, de transformação e de transmissão de energia.

Como cada partícula de limalha proveniente de um ímã guarda as suas propriedades, cada parcela de argila transporta uma energia considerável por causa do seu magnetismo e das radiações que tem acumuladas, trazendo ao organismo uma reserva de força extraordinária. Essa ação radiante contribui para a reconstituição de um potencial vital, pela libertação de energia latente. Temos em nós extraordinárias fontes enérgicas que mantemos adormecidas; a argila as desperta.

Faz-se necessário não confundirmos essa forma de ação com o efeito das bebidas ou alimentos excitantes que não agem sobre o potencial energético, mas apenas sobre a energia reservada para os próximos dias, podendo levar a pessoa a ter algum dano nesse próximo futuro. Já a argila participa da simbiose desses dois indivíduos de espécie diferente, com benefício mútuo.




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Ishani D.D.
Escritora, Astróloga, Terapauta Holística, Redatora aposentada do CEP, extinto Centro de Estudos e Pesquisas do Governo. Atualmente atuando em pesquisas filosóficas, religiões e povos antigos, meio ambiente e terapias naturais

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